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Questões de Direito Internacional Privado

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16 Q224793   Imprimir
Prova: FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado - VI - Primeira Fase

A sociedade empresária do ramo de comunicações A Notícia Brasileira, com sede no Brasil, celebrou contrato internacional de prestação de serviços de informática com a sociedade empresária Santiago Info, com sede em Santiago. O contrato foi celebrado em Buenos Aires, capital argentina, tendo sido estabelecido como foro de eleição pelas partes Santiago, se porventura houver a necessidade de resolução de litígio entre as partes.

Diante da situação exposta, à luz das regras de Direito Internacional Privado veiculadas na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e no estatuto processual civil pátrio (Código de Processo Civil – CPC), assinale a alternativa correta.

  • a) No tocante à regência das obrigações previstas no contrato, aplica-se a legislação chilena, já que Santiago foi eleito o foro competente para se dirimir eventual controvérsia.
  • b) Nos contratos internacionais, a lei que rege a capacidade das partes pode ser diversa da que rege o contrato. É o que se verifica no caso exposto acima.
  • c) Como a execução da obrigação avençada entre as partes se dará no Brasil, aplica-se, obrigatoriamente, no tocante ao cumprimento do contrato, a legislação brasileira.
  • d) A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro veda expressamente o foro de eleição, razão pela qual é nula ipso jure a cláusula estabelecida pelas partes nesse sentido.



17 Q201034   Imprimir
Prova: CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Advogado - 2011
Disciplina: Direito Internacional Privado | Assuntos: Competência

Duas empresas, uma brasileira e uma uruguaia, assinam no Brasil um contrato de compra e venda e concordam em submeter eventuais divergências às Cortes de Montevidéu, no Uruguai. Essa cláusula de foro

  • a) não é válida, porque o artigo 88 do CPC é uma norma de ordem pública.
  • b) não é válida, porque importaria a negativa de acesso à justiça brasileira.
  • c) não é válida, pois empresas brasileiras não se podem submeter a uma jurisdição estrangeira.
  • d) é válida, porque o Brasil é signatário da Convenção da Haia de 2005 sobre cláusula de foro.
  • e) é válida, porque, entre empresas do Mercosul, se aplica o Protocolo de Buenos Aires sobre o tema.



18 Q201035   Imprimir
Prova: CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Advogado - 2011
Disciplina: Direito Internacional Privado | Assuntos: Mercosul

O governo argentino, preocupado em proteger um determinado segmento da sua indústria nacional, proíbe a importação de produtos que uma empresa brasileira regularmente vendia na Argentina.

Pelo sistema de solução de controvérsias do Mercosul, ultrapassada a fase de negociação, sem que se tenha chegado a um acordo, a(o)

  • a) empresa poderá ajuizar uma ação no Tribunal de Justiça do Mercosul.
  • b) empresa solicitará a instauração do procedimento arbitral ad hoc previsto no Protocolo de Olivos.
  • c) empresa poderá ajuizar uma ação contra o governo argentino no Brasil, nos termos do Protocolo de Brasília.
  • d) controvérsia precisará ser submetida à consideração do Grupo Mercado Comum.
  • e) governo brasileiro poderá iniciar o procedimento arbitral ad hoc.



19 Q201036   Imprimir
Prova: CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Advogado - 2011
Disciplina: Direito Internacional Privado | Assuntos: Competência

Pelas regras de direito internacional privado brasileiras, um contrato entre duas empresas brasileiras, assinado em Nova York, com previsão de cumprimento no Brasil e cláusula de foro indicando São Paulo como foro exclusivo do contrato, é regido pela lei

  • a) brasileira, por ser o local de cumprimento da obrigação principal.
  • b) brasileira, por ser o foro exclusivo do contrato.
  • c) brasileira, por ser a nacionalidade comum das empresas contratantes.
  • d) norte-americana, por ser o local de assinatura do contrato.
  • e) norte-americana, apenas com relação à forma e às formalidades.



20 Q201037   Imprimir
Prova: CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Advogado - 2011
Disciplina: Direito Internacional Privado | Assuntos: Incoterms

Na compra e venda internacional de mercadorias, é comum fazer referência aos Incoterms – Termos Comerciais Internacionais para determinar componentes de preço e responsabilidades dos contratantes.

Os Incoterms

  • a) estão previstos na Convenção de Viena sobre compra e venda internacional de mercadorias de 1980.
  • b) foram publicados pela Câmara de Comércio Internacional (CCI) e são um exemplo da Nova Lex Mercatoria.
  • c) foram recepcionados no Brasil pela ratificação do tratado que criou os Incoterms 2000 e seu protocolo opcional de 2010.
  • d) têm força normativa porque a Câmara de Comércio Internacional é uma organização internacional.
  • e) são destinados especificamente a contratos celebrados fora do país.



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