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Em decorrência das políticas neoliberais adotadas no Brasil no fim do século passado, o país enfrentou problemas estruturais relativos às contas públicas no início deste século, com deficit primário e diminuição dos recursos disponíveis para investimentos em programas sociais. Nesse contexto, foi criado o Fundo Social de Emergência, para financiar programas focalizados na transferência de renda para a população mais pobre.
No contexto das políticas neoliberais, no Brasil, a relação Estado e sociedade alterou-se, e as políticas sociais, atualmente, integram o chamado núcleo de serviços não exclusivos, em que o Estado atua simultaneamente com as organizações públicas não estatais e privadas, entre as quais as organizações sociais de direito privado sem fins lucrativos, que celebram contrato de gestão com o Poder Executivo.
A regulação do mercado pelo Estado ocorre pela capacidade de este realizar elevados investimentos econômicos bem como criar empregos formais e seguros, fortalecendo o seu papel de guardião dos direitos de cidadania.
A partir de 1980, ganhou relevância uma nova ortodoxia econômica, que ficou conhecida como neoliberalismo, por ser, de fato, o velho liberalismo econômico revisitado e adaptado aos tempos atuais do capitalismo globalizado e da produção flexível.
Na linguagem política, a noção de governo assemelha-se à noção de Estado, tendo em vista que ambos se caracterizam por relações de dominação, constituídos por pessoas jurídicas e órgãos que exercem o poder político ou a dominação em determinada sociedade.